Titulo : A Casa Do Penhasco
Autor : Espírito Antônio Carlos
Médium : Vera Lúcia Marinzeck
Formato : 14 x 21 cm
Páginas : 176
Versão : brochura
Sinopse
Foi uma alegria a chegada de Virgílio e Silze na Casa do Penhasco. Os dois acharam o lugar maravilhoso, mas logo perceberam que ali estava um desencarnado necessitado de orientação. Conversaram, trocando notícias, e Henrique disse:
- Virgílio, tenho estado perturbado, não estou nada bem. Queria saber de você se estou louco.
- Claro que não, Henrique, você não está doente. Você é médium*, isto é, um paranormal que tem sensibilidade para ver e ouvir pessoas que mudaram de plano, que tiveram o corpo físico morto e que continuam vivos. Mas há algumas pessoas que fazem essa passagem e por algum motivo permanecem em certos lugares, e pessoas sensíveis conseguem perceber. Isso não é um fato incomum, há médiuns por toda parte que passam pelo que você está passando.
- Se não é raro, por que não sei de mais ninguém? – Perguntou o garoto.
- Você mesmo não escondeu isso? Comentou com alguém? As outras pessoas também evitam falar, com receio de serem chamadas de mentirosas ou doentes. Mas dentro do meio espírita fala-se muito sobre isto, dando compreensão e entendimento sobre o assunto. Pela ajuda dada a esses sensitivos, que chamamos de médiuns, essas pessoas convivem com esse fenômeno com naturalidade.
- É mesmo? Que alívio! Será que um grupo espírita me aceitaria? Quero que você me arrume por aqui um lugar a que eu possa ir para conversar e aprender a lidar com tudo isso, senão vou enlouquecer – falou Henrique.
- Certamente, Henrique – respondeu Virgílio. – Vou deixar aqui alguns livros que eu trouxe que falam sobre o assunto; leia para que você entenda, porque, quando conhe- cemos, dominamos e acaba-se o medo.
- Você também passou por isso? – Quis saber Angélica.
- Fui um garoto diferente desde pequeno, recebia recados de familiares mortos, que chamamos de desencarnados. Ouvia-os e às vezes via-os, tinha medo, mas minha mãe acreditava em mim. Embora tivéssemos outra religião, levava-me para tomar passes. Curioso, fui me informando sobre o assunto. Quando tinha dezenove anos passei a estudar todas as religiões e gostei. Compreendi que como o nome já fala, religião significa religar, unir o homem a Deus. Todas têm bons princípios, ensinam a fazer o bem e a evitar o mal. Mas ao estudar o Espiritismo, maravilhei-me com as leis da reencarnação e a da causa e efeito. Entendemos a justiça divina quando entendemos que temos muitas oportunidades de voltar a nascer na Terra para evoluirmos, e a de causa e efeito, que tudo que fizermos de bem ou de mal teremos o retorno. E foi a Doutrina Espírita que explicou o que se passava comigo; tornei-me espírita e sou muito feliz por isso. Foi num Centro Espírita que conheci Silze e nos apaixonamos; ela é médium, tra- balhamos juntos e temos educado nossos filhos no Espiritismo.
À noite, após o jantar, Virgílio convidou a todos para sentarem nas confortáveis poltronas da sala para fazer o Evangelho no Lar*….

